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Influenciadores

Dicas, partilha de experiências e best practices sobre blogging e influenciadores digitais

06.Nov.17

Flash Tips com Rita Pelica, especialista em networking: Networking e marketing pessoal para influenciadores digitais

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Rita Pelica é networker, curiosa e de espírito empreendedor, é Chief Energy Officer & Founder da ONYOU – Empowering & Learning Experiences, desenvolvendo vários projetos na área da educação e da formação de jovens universitários e executivos, com ênfase nas competências comportamentais pessoais e sociais (soft skills). É co-organizadora do Curso de Soft Skills e Marketing Pessoal no ISEG, lecionando o módulo de networking.


Para além de outros projetos, Rita Pelica, em regime pro bono, pertence à Comissão Executiva da associação “Portugal Agora”, é Vice President de Marketing Membership da PWN (Professional Women´s Network) Lisbon e Co-fundadora/Vice President for Education do Leadership Toastmasters Club (focado em public speaking). Mais recentemente tornou-se Founder Member da IAF (International Association of Facilitation) Portugal.

 

Como especialista em networking e marketing pessoal, pedimos à Rita que desse alguns conselhos a todos os influenciadores digitais sobre como podem gerir e potenciar a sua marca pessoal.

 

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Ser influenciador digital é, nos dias que correm, uma grande responsabilidade. Estes “formadores de opinião digitais” e “produtores de conteúdos” impactam diariamente a vida dos seus targets através da partilha de momentos, de informações e de experiências pessoais e da referenciação das marcas com as quais se identificam. No caso de públicos mais “influenciáveis” não podemos também esquecer eventuais mudanças de comportamento e de mentalidades que podem provocar.

Daqui advém a necessidade de um influenciador digital saber gerir a sua marca pessoal, de forma consciente, nas redes sociais e no “mundo real”. E, consequentemente, ter inteligência emocional e social para o fazer – ou seja, trabalhar a sua network e o efeito viral da internet.

Eis algumas reflexões sobre esta temática, em jeito de dicas:

 

Assumam a vossa marca!
Ponto de partida: todos nós somos/temos uma marca. E uma reputação. No caso dos influenciadores digitais, a exposição / visibilidade da sua marca é crítica para a sua atividade e deve funcionar como uma alavanca neste processo. Não há que ter medo em assumir esta evidência mas há que ter todo o cuidado em preservá-la. De forma a que as marcas sejam reconhecidas e conotadas com o posicionamento que querem ter. Fica a marca!

 

Sejam autênticos!
É um dos princípios de qualquer marca, o da autenticidade. Possuir uma identidade que seja genuína e assente em valores. Em cada influenciador existe uma pessoa, um ser humano, que tem uma existência própria, um background e um propósito. Tenho a impressão de que é sempre preferível ser-se um original e não uma cópia! 

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Tenham relevância!
Conhecimento é poder, por isso conteúdos relevantes trarão consequentemente seguidores interessados e motivados para partilhar. A relevância traz fiéis embaixadores às marcas dos influenciadores. Num mundo pautado pela infobesidade e pela infoxicação é preciso encontrar espaços próprios, “ilhas desertas”: áreas nas quais os influenciadores se devem focar e especializar. E ter o devido reconhecimento pela sua comunidade / rede de embaixadores.

 

Estejam alinhados!
On e Off e não On ou Off. São dois modos complementares, não são dois mundos. Nas redes sociais e fora delas as marcas dos influenciadores devem ter apenas um registo: assente na sua proposta de valor, na sua brand proposition. Esta deve ser visível e clara para os seus seguidores e única – digital e presencial estão completamente fundidos e são indissociáveis. 

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Tenham inteligência social!

Networking é algo que exige trabalho, empenho e dedicação. E que assenta em relacionamentos e em competências inter-pessoais (sociais). Relacionamentos são pessoas e não posts ou comentários! São as pessoas que fazem clique e que dão recomendações. São as pessoas que viralizam algo. É importante saber quem nos segue e valorizar quem nos dá feedback.

Há coisas que o digital não substitui e ainda bem. É preciso estar presente, promover o contacto real com as pessoas, em modo offline. Por isso, networking é uma ferramenta de marketing pessoal; não é uma app é um mindset!

 

Sejam conscientes!
Os influenciadores digitais têm vindo a conquistar um papel importante na sociedade – esta é uma realidade indiscutível, não obstante os velhos do Restelo que parecem não estar a ver bem o filme (ou o vídeo)...
Inspiram e motivam - principalmente as mais novas gerações - e criaram um “segmento” no mercado de trabalho: há um conjunto de novas profissões a irromper nesta 4ª revolução industrial.

Diariamente, ao nível mundial, milhões de pessoas são impactadas. Este processo de tomada de consciência exige uma enorme consistência por parte das marcas dos influenciadores digitais e do valor que estes acrescentam – o que se traduz numa exigência contínua dos seus seguidores. Sem valor, não há relevância. Com valor acrescentado, serão marcas que marcam e que deixam a sua pegada e não só a digital.

 

 

Muito obrigada Rita!