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Influenciadores

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27.Ago.18

As melhores dicas para construir uma Marca Pessoal de valor

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Carla Costa é Consultora de Comunicação e Relações Públicas. Depois de dedicar 16 anos ao mundo corporativo, essencialmente ligada ao setor da aviação decidiu acrescentar valor a marcas com propósitos diferentes. Desde novembro de 2016 a sua missão é criar estratégias de comunicação únicas que reflitam o DNA dos clientes. É ainda formadora na área da marca pessoal e da comunicação integrada e dinamizadora dos jantares #ShareInspiration @theTable, jantares de partilha e networking onde se partilham histórias e ideias à volta da mesa. Nestas Flash Tips partilhou com o Influenciadores quais as suas melhores dicas para criar uma marca pessoal com valor:

 

Ao longo da história são inúmeros os exemplos de pessoas de referência que construíram marcas pessoais de valor. Pessoas que deixaram um legado tão importante que se tornaram em marcas pessoais intemporais. Um desses exemplos, é o célebre cientista Albert Einstein que, curiosamente, é o autor de uma citação que remete para a questão da marca pessoal: “Não tente se tornar uma pessoa de sucesso, tente se tornar uma pessoa de valor.”.

 

Na sociedade atual, para alguns, o sucesso está relacionado com o aspeto exterior e bens materiais. Com o status adquirido por causa de um título académico, de um cargo profissional ou pelo saldo avultado de uma conta bancária. No entanto, a mensagem de Einstein remete para algo um pouco mais profundo: o valor da nossa formação individual deve ser a base de tudo. Na construção de uma casa, o que importa verdadeiramente, é a consistência das suas fundações e alicerces. Tudo o resto, as paredes, o telhado, a mobília e a decoração, são importantes porque fazem parte do todo, mas são secundários. A realidade é que se a estrutura não for sólida, eventualmente a casa acabará por se desmoronar. A lógica do valor individual é exatamente igual.

 

Se construirmos a nossa vida de fora para dentro, ignorando olhar para a nossa essência, com tudo o de bom e de menos positivo que ela significa, corremos o risco de construir uma vida “fútil” ou desalinhada com quem somos, e onde provavelmente haverá um défice de felicidade e realização pessoal e profissional. Ter consciência do nosso ADN (valores, missão, visão e propósito) assim como dos nossos pontos fortes e daqueles que podemos melhorar, poderá ser o ponto de partida para a criação de uma vida que é construída de dentro para fora, e não de fora para dentro. A escolha é individual e todos fazemos a nossa.

 

Existe uma extensa lista de elementos fundamentais no processo de criação de uma marca pessoal de valor. Partilho convosco cinco que considero absolutamente essenciais.

 

Amor Próprio

Este conceito, por vezes, é confundido com egoísmo. São conceitos completamente opostos. Um é positivo e o outro é negativo. Somos a pessoa mais importante da nossa vida. Tudo começa e acaba connosco. Se não nos sentirmos bem na nossa pele, se não cuidarmos de nós e nos valorizarmos, como podemos esperar que os outros o façam? O amor próprio é fundamental porque, tal como o coração, é o motor da nossa vida. Quando não existe amor próprio podemos deixar que os outros escolham por nós, podemos viver em função de expectativas que não são as nossas e podemos atrair pessoas com as quais não nos identificamos e que não acrescentam nada de positivo à nossa evolução pessoal e profissional. A aceitação de que somos seres imperfeitos, mas preciosos pela nossa individualidade e mais-valias é o princípio para uma vida mais plena onde não existe espaço para comparações ou sentimento de inferioridade. Cuide de si. Compreenda os elementos internos e externos da sua vida que são tóxicos e elimine-os. Identifique os hábitos que potenciam os seus níveis de satisfação interna e externa e promova-os de forma regular. O seu bem-estar físico, mental e espiritual vai impactar diretamente nos seus relacionamentos e na qualidade da sua vida.         Se não gostar ou acreditar em si, quem gostará ou acreditará?

  

Autenticidade

Para sermos autênticos, em primeiro lugar é necessário que exista autoconhecimento. Tomar consciência de quem somos, do que nos move, de quem e do que é importante para nós. Temos de estar confortáveis com quem somos ao ponto de queremos partilhá-lo com os outros de forma orgânica e espontânea, sem máscaras, filtros ou subterfúgios. Naturalmente, dependendo da nossa forma de ser (extrovertidos ou introvertidos) e do contexto, podemos ser mais ou menos expansivos, mas de modo geral, se formos verdadeiros na forma como nos relacionamos com os outros vamos sentir-nos livres para nos expressarmos e vamos atrair pessoas que estão alinhadas connosco. Não deixe que ninguém defina quem é e o que quer para si. Reflita, conecte-se consigo próprio e assuma a liderança de quem é. Como podemos esperar que alguém nos compreenda se não nos conhecermos e mostrarmos quem somos na realidade?

 

Criatividade

A génese desta palavra diz tudo. Uma palavra que remete para a criação e para a ação. Na nossa essência somos seres com capacidade criativa. Temos uma estrutural mental que nos permite ter ideias e sonhar. Por outro lado, os nossos sentidos e capacidade motora, permitem-nos colocar em prática tudo aquilo que queremos concretizar. A criatividade é a base de tudo na nossa vida. É o que nos faz avançar e progredir. Ser criativo não significa ter aptidão para artes. Ser criativo significa ter ideias, sonhos e objetivos. Ser criativo é permitir que a inspiração, a curiosidade e a vontade de aprender e evoluir estejam presentes nas suas ações e forma de estar na vida. Construa uma marca pessoal com base na criatividade.          Seja corajoso e não deixe que o medo controle a sua vida. Procure algo novo: pessoas, experiências, emoções, descobertas e aprendizagens. O que ganhamos nós e os que nos rodeiam quando não criamos ou não evoluímos?

 

Paixão

É um dos sentimentos mais poderosos que podemos sentir por algo ou alguém. Normalmente, traduz-se numa sensação de arrebatamento que pode afetar seriamente o nosso sistema fisiológico. Os níveis de energia e de felicidade aumentam, o coração bate mais forte, os olhos ficam mais brilhantes e o sorriso pode tornar-se numa constante. Há quem diga que passamos a ver o mundo e tudo o que nos rodeia com um filtro onde a cor e o brilho são mais intensos, e até que ficamos mais bonitos quando estamos apaixonados. Independentemente destas teorias, há uma coisa que é verdade, é algo ao qual não ficamos indiferentes e que nos dá uma motivação extra para ir mais além do que normalmente iriamos, porque a taxa de esforço diminui ou desaparece. É um sentimento positivo que nos eleva e faz com sejamos mais audazes e felizes. A paixão não é um estado permanente, mas é importante que esteja presente na nossa vida. Procure as coisas e as pessoas que o (a) apaixonam. Como podemos ser felizes e fazer os outros felizes se não alimentarmos as paixões da nossa vida?

 

Propósito

Acredito que a experiência de estarmos vivos é algo único e, que esse simples fato, deve ser celebrado através da definição de uma missão de vida que estará ligada a algo mais profundo e abrangente que se traduz num propósito. Somos realmente as pessoas mais importantes da nossa vida. Se eu não cuidar de mim e for feliz, como posso ser um exemplo para a minha família, amigos e colegas de trabalho? Como diz um dos meus melhores amigos “pais felizes criam filhos felizes”. No entanto, a nossa existência está sempre conectada aos outros. Sempre. Não somos ilhas, mas sim seres sociais integrados numa sociedade, num país e num planeta com milhões de habitantes. São as pessoas com quem nos relacionamos ao longo da nossa vida que tornam o nosso universo mais rico, não só por tudo aquilo que acrescentam de positivo, como por tudo aquilo que nos ensinam. Sem a conexão humana a nossa vida não faria qualquer sentido. As relações humanas de valor são aquelas onde existem amor, amizade, confiança, respeito, partilha e interajuda. São relações que nos elevam e, simultaneamente, nos fazem ter consciência de que estamos todos ao mesmo nível. Embora não existam dois seres humanos iguais (nem os gémeos verdadeiros), na nossa essência todos temos as mesmas necessidades básicas e, um dia, todos deixaremos de fazer parte da existência humana. É por isso tão importante, definir um propósito de vida que nos guie e oriente. Um propósito que parte da nossa marca pessoal e da nossa ação, mas que tem um significado positivo para outras pessoas além de nós. Pense no que é importante para si e de que forma poderia marcar a diferença na vida de alguém. Utilize a sua singularidade, recursos e competências para criar ações de valor. Já imaginou o que poderá concretizar se direcionar a sua vida num sentido positivo que poderá transformar a vida de outras pessoas?

 

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